S.E. Chagdud Tulku Rimpoche

A vida de Rimpoche

Chagdud Tulku Rimpoche

Sua Eminência Chagdud Tulku Rimpoche, um mestre em meditação altamente realizado, artista e praticante da medicina tibetana, nasceu no Tibete oriental em 1930, e morreu em Três Coroas em 2002. Abade do monastério Chagdud Gonpa, estabelecido em 1131, Rimpoche recebeu extensas instruções em todos os aspectos do Budismo Tibetano, completou dois retiros de três anos e estudou com alguns dos maiores mestres Vajrayana do seu tempo. Ele abandonou o Tibete após a ocupação pela China Comunista em 1959 e ajudou a estabelecer e administrar vários campos de refugiados tanto na Índia quanto no Nepal.

A pedido de vários alunos americanos, ele foi para os Estados Unidos em 1979. Desde então, através da Chagdud Gonpa Foundation, estabeleceu centros para o estudo e a prática do Budismo Vajrayana nos Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Rimpoche escolheu Três Coroas para morar ao conhecer a colina, apresentada por alunos da Fundação Chagdud Gonpa. Ficou encantado com o lugar onde as características geográficas e meteorológicas confirmam uma lição básica do budismo: a impermanência de todos os fenômenos. Por lá, é comum nuvens passageiras ora revelarem o sol, ora envolverem o cenário em brumas, numa seqüência de tempo fantástica.

A morte de Rimpoche

"O estado que ele alcançou após sua última respiração é o tipo de evento espiritual que se tornaria fonte de lendas no Tibete."

Rimpoche morreu no dia 17 de novembro de 20002. Por volta das 4h15min da manhã de um domingo, seu coração parou de bater. A morte do Rimpoche foi uma rara e preciosa demonstração de uma meditação muito elevada. O estado que ele alcançou após sua última respiração é o tipo de evento espiritual que se tornaria fonte de lendas no Tibete. É maravilhoso que este fato tenha ocorrido no Brasil. Sua forma de morrer foi o seu último ensinamento espiritual aos estudantes e amigos que ele encontrou aqui.

Depois de seu último suspiro, Rimpoche permaneceu em um estado de meditação por quase seis dias, o que impediu que seu corpo entrasse em processo de deterioração. A habilidade em permanecer neste estado de meditação após a respiração parar é muito conhecida entre os grandes mestres tibetanos, mas as circunstâncias necessárias que permitem que isso ocorra no Ocidente são raras. Chagdud Rimpoche permaneceu sentado em uma posição natural de meditação com pouquíssimas alterações visíveis em sua cor ou expressão. Durante este tempo ninguém tocou seu corpo.

Até o sexto dia, sexta-feira, dia 22 de novembro, Rimpoche ainda não tinha nenhum sinal físico de que sua meditação teria acabado. Neste meio tempo, familiares e amigos ficaram em constante contato com um advogado e outras autoridades sobre os costumes e leis locais. No meio do dia de sexta-feira sua meditação cessou e sua mente separou-se do resto do corpo. Em poucas horas, sua aparência mudou e ele começou a apresentar os primeiros sinais que surgem nas primeiras 24 horas após a morte.

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